segunda-feira, 7 de março de 2016

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

Na falta de inspiração minha, presentes de outros

"Em caso de dor ponha gelo
Mude o corte de cabelo
Mude como modelo
Vá ao cinema dê um sorriso
Ainda que amarelo, esqueça seu cotovelo...
Se amargo foi já ter sido
Troque já esse vestido
Troque o padrão do tecido
Saia do sério deixe os critérios
Siga todos os sentidos
Faça fazer sentido
A cada mil lágrimas sai um milagre

Caso de tristeza vire a mesa
Coma só a sobremesa coma somente a cereja
Jogue para cima faça cena
Cante as rimas de um poema
Sofra penas viva apenas
Sendo só fissura ou loucura
Quem sabe casando cura
Ninguém sabe o que procura
Faça uma novena reze um terço
Caia fora do contexto invente seu endereço
A cada mil lágrimas sai um milagre
Mas se apesar de banal
Chorar for inevitável
Sinta o gosto do sal do sal do sal
Sinta o gosto do sal
Gota a gota, uma a uma
Duas três dez cem mil lágrimas sinta o milagre
A cada mil lágrimas sai um milagre."

Alice Ruiz

terça-feira, 19 de janeiro de 2016

Poema Físico



Pode ser que um dia deixemos de nos falar...
Mas, enquanto houver amizade,
Faremos as pazes de novo.
Pode ser que um dia o tempo passe... ...
Mas, se a amizade permanecer,
Um de outro se há-de lembrar.

Pode ser que um dia nos afastemos...
Mas, se formos amigos de verdade,
A amizade nos reaproximará.
Pode ser que um dia não mais existamos...
Mas, se ainda sobrar amizade,
Nasceremos de novo, um para o outro.
Pode ser que um dia tudo acabe...
Mas, com a amizade construiremos tudo novamente,
Cada vez de forma diferente.
Sendo único e inesquecível cada momento
Que juntos viveremos e nos lembraremos para sempre.
Há duas formas para viver a sua vida:
Uma é acreditar que não existe milagre.
A outra é acreditar que todas as coisas são um milagre.

 Albert Einstein.

domingo, 3 de janeiro de 2016

Momentos

O momento das carícias voltou a entrar no quarto, pediu desculpa por ter-se demorado tanto lá fora, Não encontrava o caminho, justificou-se, e, de repente, como aos momentos algumas vezes acontece, tornou-se eterno.

                                                                                                                        José Saramago



sexta-feira, 1 de janeiro de 2016

NOTE TO SELF

As trufas de chocolate com champanhe que se comem ao almoço, dão ressaca ao jantar.



Sopas e dotes culinários

Os meus dotes culinários tendem para o médio-medíocre-baixo (e bendita seja a bimby entre as mulheres), mas eu arranjei uma estratégia para alimentar o ego que, até agora, não tem falhado.

Preparo as sopas para os miúdos e pergunto:

- Meninos, a sopa está quente ou está boa?

- Boa! - exclamam eles, invariavelmente, pois está claro que me certifico que a deixo em óptima temperatura para ser comida.

Como diria uma blogger de sucesso que eu conheço, TRURILÚ!!!

quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

2016 and so on

"O futuro está cheio de momentos impossíveis à espera de acontecerem".

                                                                                                    (José Luís Peixoto, Galveias)


São os meus votos de
BOM NOVO ANO - a quem merecer!

quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

Solução anti-ressono de maridos

Minhas queridas, imbuída que estou ainda em espírito natalício, e, sabendo que muitas de vocês sofrem deste flagelo doméstico, que é o ressono dos maridos, venho salvar-vos!
Descobri a sua cura. É preciso que os dois colaborem: o ressonador profissional e vocês.
Aqui desvendo o segredo:

Comprem uma garrafa de um bom licor - eu arranjei o licor de chocolate com menta - e peçam-lhe que vos sirva, ao serão, antes de irem dormir, uma dose generosa do dito cujo. É opcional o vosso homem beber. Bebam vocês e, se vos apetecer e não forem trabalhar no dia a seguir, repitam a mezinha.
Vão para a cama, façam o que tiverem de fazer (deem um beijinho de boa noite) e deixem o João Pestana chegar. Comigo resultou a 100% (ok, apenas experimentei uma vez). Foi uma noite Santa. Tiro e queda. Milagre anti-ressono absoluto. Apenas acordei com o despertador na manhã seguinte.

Para tornar esta minha descoberta válida, preciso de uma amostra maior de voluntárias. Tenho colaboradoras?

Obrigadinha e boa sorte!




sexta-feira, 25 de dezembro de 2015

Livrinhos de Dezembro








O Menino Jesus achou que eu estou a precisar de ler. E achou muito bem, porque eu também já venho a achar isso há algum tempo. E ELE, para eu não ter desculpas, fez-me o favor de deixar no sapatinho estes dois exemplares: "PURA COINCIDÊNCIA" e "A BRUXA DE PORTOBELLO". Mitimitimitimó - hoje estou a trabalhar, mas amanhã será dia de novas aventuras. Obrigada aos "ajudantes" do Pai Natal que fizeram o favor de se inspirarem para mim!

terça-feira, 22 de dezembro de 2015

DILEMA

Há dias em que sou "atacada" por um dilema difícil de resolver... hoje é um desses dias: doces ou salgados? Vou ao armário dos After eight ou ao das batatas fritas de pacote?



Porque é quase (ou porque deverá ser todos os dias)



"DIA DE NATAL"

Hoje é dia de ser bom.
É dia de passar a mão pelo rosto das crianças,
de falar e de ouvir com mavioso tom,
...
de abraçar toda a gente e de oferecer lembranças.
É dia de pensar nos outros – coitadinhos – nos que padecem,
de lhes darmos coragem para poderem continuar a aceitar a sua miséria,
de perdoar aos nossos inimigos, mesmo aos que não merecem,
de meditar sobre a nossa existência, tão efémera e tão séria.

Comove tanta fraternidade universal.
É só abrir o rádio e logo um coro de anjos,
como se de anjos fosse,
numa toada doce,
de violas e banjos,
entoa gravemente um hino ao Criador.
E mal se extinguem os clamores plangentes,
a voz do locutor
anuncia o melhor dos detergentes.

De novo a melopeia inunda a Terra e o Céu
e as vozes crescem num fervor patético.
(Vossa excelência verificou a hora exacta em que o Menino Jesus nasceu?)
Não seja estúpido! Compre imediatamente um relógio de pulso antimagnético.)
Torna-se difícil caminhar nas preciosas ruas.
Toda a gente acotovela, se multiplica em gestos esfuziante,
Todos participam nas alegrias dos outros como se fossem suas
e fazem adeuses enluvados aos bons amigos que passam mais distante.

Nas lojas, na luxúria das montras e dos escaparates,
com subtis requintes de bom gosto e de engenhosa dinâmica,
cintilam, sob o intenso fluxo de milhares de quilovates,
as belas coisas inúteis de plástico, de metal, de vidro e de cerâmica.

Os olhos acorrem, num alvoroço liquefeito,
ao chamamento voluptuoso dos brilhos e das cores.
E como se tudo aquilo nos dissesse directamente respeito,
como se o Céu olhasse para nós e nos cobrisse de bênçãos e favores.

A oratória de Bach embruxa a atmosfera do arruamento.
Adivinha-se uma roupagem diáfana a desembrulhar-se no ar.
E a gente, mesmo sem querer, entra no estabelecimento
e compra – louvado seja o Senhor! – o que nunca tinha pensado comprar.

Mas a maior felicidade é a da gente pequena.
Naquela véspera santa
a sua comoção é tanta, tanta, tanta,
que nem dorme serena.
Cada menino abre um olhinho
na noite incerta
para ver se a aurora já está desperta.
De manhãzinha
salta da cama,
corre à cozinha em pijama.

Ah!!!!!!!
Na branda macieza
da matutina luz
aguarda-o a surpresa
do Menino Jesus.

Jesus,
o doce Jesus,
o mesmo que nasceu na manjedoura,
veio pôr no sapatinho
do Pedrinho
uma metralhadora.

Que alegria
reinou naquela casa em todo o santo dia!
O Pedrinho, estrategicamente escondido atrás das portas,
fuzilava tudo com devastadoras rajadas
e obrigava as criadas
a caírem no chão como se fossem mortas:
tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá.
Já está!
E fazia-as erguer para de novo matá-las.
E até mesmo a mamã e o sisudo papá
fingiam
que caíam
crivados de balas.

Dia de Confraternização Universal,
dia de Amor, de Paz, de Felicidade,
de Sonhos e Venturas.
É dia de Natal.
Paz na Terra aos Homens de Boa Vontade.
Glória a Deus nas Alturas
.

ANTÓNIO GEDEÃO em "Máquina de Fogo" -

sábado, 21 de fevereiro de 2015

O Amor é...

"Conto até cem e, se não chegares antes dos cem, vou-me embora. Não chegaste antes dos cem. Conto de cem a um e, se não chegares antes do um, vou-me embora. Não chegaste antes do um. Conto dez automóveis pretos e, se não chegares antes dos dez automóveis pretos, vou-me embora. Não chegaste antes dos dez automóveis pretos. Nem antes dos quinze táxis vazios. Nem antes dos sete homens carecas. Nem antes das nove mulheres loiras. Nem antes das quatro ambulâncias. Nem sequer antes dos três corcundas e, entretanto, começou a chover."

António Lobo Antunes

quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

Verdades de ano novo

"Com tanta oferta de pessoas incríveis, está cada vez mais difícil ser um tipo normal. E os tipos normais fazem falta."


Daqui: http://afarmaciadeservico.clix.pt/2013/12/homens-melhores.html?m=1




 

segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

Felicidade

A felicidade não pertence aos que vivem melhor. A felicidade pertence aos que esquecem melhor (lembra-te sempre disso).

                                                                              Pedro Chagas Freitas, in "Prometo Falhar".

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Poema de Dezembro (um)

Cala-te, a luz arde entre os lábios,
e o amor não contempla, sempre
o amor procura, tacteia no escuro,
essa perna é tua?, esse braço?,
subo por ti de ramo em ramo,...
respiro rente à tua boca,
abre-se a alma à língua, morreria
agora se mo pedisses, dorme,
nunca o amor foi fácil, nunca,
também a terra morre.

Eugénio de Andrade

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Presente de Natal

 
 
Querido Pai Natal,
para mim, pode ser qualquer um destes. Sou uma pequena remediadinha...
 
 

 

domingo, 16 de novembro de 2014

PECADOS

"Sou tão guloso como o mais guloso dos portugueses: tanto mais que, se calhar, somos a mesma pessoa."
 
(Miguel Esteves Cardoso)

sábado, 25 de outubro de 2014

Palavras caladas

"Há coisas que melhor se dizem calando."

                                                                          (Machado de Assis)

domingo, 7 de setembro de 2014

Ditos

Li hoje na Revista Sábado:

- "Eu não sou o meu tipo de homem"

(António Fagundes, actor, referindo-se a ele próprio)

Cada um sabe de si.
Eu cá sou o meu tipo de mulher!

 

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Setembro

Mar de Setembro


Tudo era claro:
céu, lábios, areias.
O mar estava perto,...

fremente de espumas.

Corpos ou ondas:
iam, vinham, iam,
dóceis, leves, só
alma e brancura.
Felizes, cantam;
serenos, dormem;
despertos, amam,
exaltam o silêncio.
Tudo era claro,
jovem, alado.
O mar estava perto,
puríssimo, doirado.


Eugénio de Andrade

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Viver.

" Viver é ter fome. Fome de tudo. De aventura e de amor, de sucesso e de comemoração de cada um dos dias que se podem partilhar com os outros. (...) A vida é um espaço e um tempo maravilhosos mas não se contenta com a contemplação. Ela exige reflexão. E exige soluções. (...) É ela que nos coloca as perguntas, cabendo-nos a nós encontrar as respostas. Mas nada disso é um jogo. A vida é a mais séria das coisas divertidas. "

Joaquim Pessoa.

Internet e relações

"No outro dia fiquei sem Internet e acabei por passar o dia com os meus pais…parecem boa gente."

                                                                                                                                      By NILTON

terça-feira, 5 de agosto de 2014

(FAKE) tatuagens

O mundo divide-se em 3 tipos de pessoas:


- as que têm tatuagens e as que não têm; e depois há eu que durante a adolescência guardei uma caixa de sapatos inteira com tatuagens de colar que saiam nos bolicaos e agora, depois dos 30, é que me deu para usá-las...Há dias, como hoje, em que quase que pareço a Merche Romero...

quarta-feira, 30 de julho de 2014

sexta-feira, 18 de julho de 2014

Compras

Fui ao supermercado com o intuito e necessidade de comprar cebolas, cenouras, uma pá de lixo e de fazer uma cópia de uma chave.
À entrada do Centro Comercial, decido dar uma voltinha (rápida) pelos "Saldos"... Uma hora e meia depois, dirijo-me apressadamente para o carro, para ir buscar os miúdos à creche, inquieta para chegar a casa e devorar a primeira coisa comestível que me aparecesse pela frente. Compras? As "necessárias", nem vê-las, mas em compensação comprei uns corsários branquinhos (sexy) maravilhosos! (Há mais alguém assim?)


 

sábado, 12 de julho de 2014

LUA

Sugeriram-me há pouco que fosse ver a Lua - que estaria enorme, estando próxima da Terra.
Levei o meu mais velho - o do costume...

- Está grande, a Lua!
- Hummm... Tu disseste que a Lua estava bonita, mamã. Eu já vi luas dessas. Eu pensava que ela estava cor-de-rosa, ou de outra cor... ou metade de uma cor e metade de outra... Assim está igual...


Pois...

sexta-feira, 11 de julho de 2014

PÂNICO: começaram as perguntas difíceis?!

Ontem à noite fui deitar o puto de 3 anos e fiquei um bocadinho com ele à conversa na cama...
- Gosto muito de ti, filho.
- Eu sei mamã, foste tu que me fizeste.
- Sim, a mamã e o papá.

Ele fica muito calado e quieto, de sobrancelhas arqueadas...
- Mamã!?
- Sim, S.?

(Ó, Deus, o que é que ele me vai perguntar - ainda não estou preparada para dar esse tipo de respostas - direi "vagina", "pénis", "pilinha", "buraquinho", conto a história da Cegonha ?!...)

- Mamã, o que é que fizeste primeiro, foram os meus olhos?



UFA! Desta vez safei-me!

terça-feira, 1 de julho de 2014

Celulite

AINDA VOU A TEMPO DE COMEÇAR A BESUNTAR-ME COM CREMES (banha de cobra, baba de caracol ou afins) para ficar apresentável na praia aí mais ou menos no ano de 2079?

terça-feira, 10 de junho de 2014

Pedidos simples

Se eu pedir muuuuuuuuuiiiiiito, muuuuito, muuuuito e, POR FAVOR, amanhã pode ser outra vez 9 de Junho?


(De volta à Civilização e sim, hoje o meu homem terá legitimidade se me disser que "cheiro a água férrea"!)

sábado, 7 de junho de 2014

Gato escondido com rabo de fora

Cof, cof: Aqui há dias dei comigo a cof cof arrancar sorrateiramente 2 cabelos brancos que me apareceram, do nada, cof cof na cabeça. Calei-me que nem uma rata cof cof e escondi esse evento de tudo e todos. Hoje ia morrendo... Cof cof Não há já volta a dar... Oficialmente cof (ficando) cof velha. Irreversivelmente a caminho cof cof do mundo dos grisalhos. Cof.

Esta sou mais ou menos EU.


- E depois vim ao Google e ele animou-me um bocadinho dizendo que "uma pessoa grisalha não está ficando velha, mas mais interessante". E cof eu cof acreditei (porque só acredito naquilo cof cof que quero).
Huuuummmm... Enfim... não está tudo perdido.

NOTA: Os "cofs" são para me fazer de coitadinha e mostrar que estou doente. COF COF COF

quinta-feira, 29 de maio de 2014

Mais do puto de 3 anos...

I
Estava a preparar-me, de manhã, para ir trabalhar e ele olha incrédulo para os meus chinelos doirados:
- Mãe, vais trabalhar com os pés de fora?
- Sim, filho. Não gostas?
- Gosto, mas parece que vais para a praia...

II
Ele pediu-me uma moeda para andar num carrocel...
- Filho, a mamã não pode gastar dinheiro nessas coisas, porque o dinheiro é importante para outras coisas.
- Eu sei mamã: para comprares comida, pijamas e brinquedos.

WHAT ELSE?!

segunda-feira, 26 de maio de 2014

Ouvi por aí...

"Todas as manhãs quando acordo, puxo as orelhas do meu marido. Ainda que eu não saiba porque é que o faço, ele sabe, certamente, por que é que as puxo..."





(LOL)

Ai e tal: tive 10% de desconto na compra dos Bilhetes para o Panda e os Caricas...

NOT!

A Fábrica de Espectáculos anunciou e a Claudiamar gostou: 10% de desconto no pack de 3 bilhetes para o espectáculo infantil a realizar em Julho, se adquirido "já".

O histerismo...

Rumei com o meu homem à Feira de Actividades Económicas, no Pavilhão do Mar, paguei os 2 EUR de entrada, (mal olhei para as bancadas porque o objectivo era adquirir os ditos bilhetes - que, no entanto - me pareceram em maior número e mais giras do que no ano passado) e saí feliz e contente com os 3 bilhetes, não por 20 EUR, mas por (apenas) 18 EUR... IIuuuuppppiiii! Grande negócio...NOOOOTTTTTT

...  (Contudo, melhor do que falecer, como diria o outro- e acho salutar a iniciativa dos Promotores, entenda-se)...



 

quinta-feira, 22 de maio de 2014

Ouvi por aí...

"Fazes chichi na areia? É que és uma gata..."


(Não sei se ria ou se chore!)

quarta-feira, 21 de maio de 2014

Mãe sofre!

Depois de mais de meia hora a arranjar-me para sair - escolher a roupa, esticar o cabelo e maquilhagem - pergunto ao meu mais velho (3 anos):
- Então, filho, a mamã está bonita?
Ele, prontamente:
- Estás igual...

(Preferi acabar por ali e não ser mais específica, não fosse o puto dar-me uma resposta desconcertante...)

 

segunda-feira, 12 de maio de 2014

Esposa fofinha que sou

ELE, para mim:
- Este tempo está a deixar-me desconsolado. Não sei se coma um chocolate se vá estrear o carte-d'Or de caramelo que está no congelador. O que achas? Apetece-te alguma coisa?
EU:
- Bebe água.
 

domingo, 11 de maio de 2014

Decisões irrefutáveis: foi hoje

 
Sabem aquelas decisões que nós sabemos ter mesmo de tomar e, preferencialmente, não adiar mais, mas que continuamos a chutar para canto? Sabem? Eu também. Hoje, resolutamente, fi-lo! Substituí as quentinhas pantufas por havaianas. E não há cá volta a dar: a estação quente chegou à minha casa e ao meu guarda roupa (nem que eu trema como varas-verdes): pés de fora!
 
 
 
 
 

Tapar o sol com a peneira

As calças de ganga já há dias que me ficam justinhas (eufemismo para dizer "apertadíssimas, com os pneus a saltar"...) Continuo a iludir-me alegando de mim para mim que encolheram na máquina de lavar ou, ganho coragem, e vou mesmo à balança?

HELP!

 

sábado, 10 de maio de 2014

Óculos

Fico sempre sem saber o que pensar quando me dizem: "ficas diferente sem óculos"...

sábado, 3 de maio de 2014

VARDASCA


VARDASCA.

Hoje acordei com vontade de dizer "vardasca". E já o disse várias vezes. E aprendi que o significado de "vardasca" não é aquele que eu achava que era. Sempre a aprender.

E, não, não tenho Síndroma de Gilles de la Tourrete.

domingo, 20 de abril de 2014

Frases (bem) feitas

"Seja realista. Acredite em milagres."

                                                                                                       ( João Guimarães Rosa )

segunda-feira, 14 de abril de 2014

THE VOICE Portugal

Sou só eu que tenho reparado e que acho HORRÍVEL que há já 3 ou 4 programas que os elementos do júri aparecem com a mesma roupa?!



 Não havia necessidade...


 

sexta-feira, 4 de abril de 2014

Declarações de amor

ELE, para mim:
"Na arritmia da vida, tu és a minha taquicardia";


- A minha versão: "Na arritmia da vida, tu és o meu ritmo sinusal".

Estão, ou não estão, de génio?

Muito inspirado, este meu homem!

 

quarta-feira, 19 de março de 2014

Pecados mortais

CLÁUDIA MARÌLIA, quem te avisa, amigo é:


Isso de andar a comer 2 bolos lêvedos com queijo e doce de amora todos os dias não vai acabar bem...

 

segunda-feira, 17 de março de 2014

BENFICA ou talvez não

É a fralda,
é o chichi,
é o jantar,
é o cocó,
é o banho ao mais novo,
é o banho ao mais velho,
é a fralda,
é a birra,
é a Vila Moleza,
é a cabeçada na mesa,
é o chorinho de birra para dormir,
é a birra para não ir para a cama,
é assoar o nariz,
é o ranho pelo chão,
é...



... poxa pá...

Uma mulher não pode ver o Benfica descansada!

Fala quem sabe

Não decidas fazer arroz doce sem antes confirmares que o arroz que tens em casa é carolino. Arroz doce com arroz agulha não é arroz doce.

domingo, 16 de março de 2014

Ouço vozes...

Chamam por mim...
Já há dias que ouço:" Cláudia, Cláaaaaaudia, Cláaaauuuuuudiiiiiiiiiaaaaaaaaa..."


É ELA a avisar que os dias bons estão a chegar e que não tarda vêm as férias e as idas à praia. É ela a querer alertar-me para parar de ignorar e de fingir que está tudo bem...

A elíptica (coberta de teias de aranha e parada no sótão há mais de dois anos) chama por mim...


... mas o que ELA não sabe é que eu ligo o botão da surdez selectiva em três tempos!



(... não me deixeis cair em tentação, e livrai-nos do mal, Ámen).

sábado, 15 de março de 2014

sexta-feira, 14 de março de 2014

Em dia de poesia...

"Quando um homem começa a tocar-te com palavras, não está muito longe de o fazer com as mãos. (...)
As palavras são as piores coisas de sempre. Preferia que um bêbado no café te agarrasse o rabo do que teres alguém a dizer-te que 'o teu sorriso é como uma borboleta'."

domingo, 9 de março de 2014

Remédios caseiros

Já faltou mais


I wonder...

(ainda tenho um biquíni do ano passado para estrear!)



 

Fofíssimo!

"Do primeiro amor gosta-se mais, dos outros gosta-se melhor."
Antoine de Saint-Exupéry

 

A propósito de sonhos

Todas as noites, quando vou deitar o meu filho mais velho - 3 anos - desejo-lhe "sonhos felizes". Ele responde-me "para ti também, mamã", mas o outro dia surpreendeu-me acrescentando:
- "Com o que é que queres sonhar, mamã?"
Ao que lhe respondi que sonharia com um dia bonito, de sol, com um passeio num jardim de flores coloridas...
Ele:
- "Eu quero sonhar contigo, mamã!"



...


E completou:
- "Faz de conta que tu és a Estefânia!"



(A Estefânia é a personagem feminina de cabelo cor-de-rosa, de uma série de desenhos animados - A Vila Moleza. Eu pergunto: aos 3 anos, não é cedo demais para desejar ter sonhos dessa índole?!)




 

Prazeres (da carne e da mente)

 
Ora aqui está mais um post que não interessa nada, nada, nada a ninguém, mas que por ter a Sara Sampaio meio-despida, vai atrair uns quantos visitantes. Vai uma apostinha?
 
Então era só para vos dizer que a partir de hoje, de oficioso a oficial, a minha ESTAÇÃO DE RÁDIO PREFERIDA É A R 80, em 90.2 Mhz

sábado, 8 de março de 2014

O dia em que o meu filho mais novo ia engolindo uma bola de ping-pong

FOI HOJE.
PÂNICO.

Inspira.
Expira.

Repete.
Bis.

Ok, já passou!

Em dia de chuva e vento

... Em que não se tem de ir à rua, em que os putos se entretêm pelo chão (e no tablet), em que o maridão cozinha (não, não é por ser Dia Internacional da Mulher, é só mesmo porque eu não cozinho bem e ele é comilão), em que a tua loja preferida de roupa online te vem trazer a casa uma saia para lá de gira... tu agradeces a Deus e aos inventores da internet, que te possibilitam entretenimento eterno - sentada (semi-deitada) no sofá, de portátil ao colo (ainda bem que não tenho testículos para aquecer) - e vais descobrindo umas pérolas avulso...




(E acabaste de lanchar bolo de chocolate com cebola curtida. Huuummm... que mais se pode desejar?)

Descobertas: Era uma vez...


Carta (Esboço)

Lembro-me agora que tenho de marcar um
encontro contigo, num sítio em que ambos
nos possamos falar, de facto, sem que nenhuma
das ocorrências da vida venha
interferir no que temos para nos dizer. Muitas
vezes me lembrei de que esse sítio podia
ser, até, um lugar sem nada de especial,
como um canto de café, em frente de um espelho
que poderia servir de pretexto
para reflectir a alma, a impressão da tarde,
o último estertor do dia antes de nos despedirmos,
quando é preciso encontrar uma fórmula que
disfarce o que, afinal, não conseguimos dizer. É
que o amor nem sempre é uma palavra de uso,
aquela que permite a passagem à comunicação ;
mais exacta de dois seres, a não ser que nos fale,
de súbito, o sentido da despedida, e que cada um de nós
leve, consigo, o outro, deixando atrás de si o próprio
ser, como se uma troca de almas fosse possível
neste mundo. Então, é natural que voltes atrás e
me peças: «Vem comigo!», e devo dizer-te que muitas
vezes pensei em fazer isso mesmo, mas era tarde,
isto é, a porta tinha-se fechado até outro
dia, que é aquele que acaba por nunca chegar, e então
as palavras caem no vazio, como se nunca tivessem
sido pensadas. No entanto, ao escrever-te para marcar
um encontro contigo, sei que é irremediável o que temos
para dizer um ao outro: a confissão mais exacta, que
é também a mais absurda, de um sentimento; e, por
trás disso, a certeza de que o mundo há-de ser outro no dia
seguinte, como se o amor, de facto, pudesse mudar as cores
do céu, do mar, da terra, e do próprio dia em que nos vamos
encontrar, que há-de ser um dia azul, de verão, em que
o vento poderá soprar do norte, como se fosse daí
que viessem, nesta altura, as coisas mais precisas,
que são as nossas: o verde das folhas e o amarelo
das pétalas, o vermelho do sol e o branco dos muros.

Nuno Júdice, in “Poesia Reunida”

sexta-feira, 7 de março de 2014

Descobertas

Aqui há dias fiz uma descoberta. É tão bom virar a esquina e fazer descobertas... A vida não pára de surpreender!


E vocês, o que descobriram nos últimos tempos?
 

Eu e os ginásios

Todos os anos quando o Sol começa a dar um ar de sua graça, sou atacada por uma (pseudo) vontade de voltar a inscrever-me no ginásio... E durante muitos anos (ingénua, pá!) lá me inscrevi - comprava umas roupitas à maneira, recuperava os ténis e tirava-lhes o mofo e lá ia, cheia de mania, pavonear o meu corpinho gordurento (fofinho) para as máquinas e para as aulas de grupo... E todos os anos foi Sol de pouca dura. E agora, acordei com a mesma vontade, mas já não sou ingénua e... NÃO, NÃO VOLTAREI A INSCREVER-ME NO GINÁSIO!

...Não me deixeis cair em tentação.

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

AMOR

ELE para mim:
- Queres para sempre ser a base da minha pirâmide de Maslow?

(Há como dizer "não" a isso?)



I DO.
 

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Dúvida existencial

Até quando é lícito argumentar que não se está em boa forma física porque se foi mãe há pouco tempo?

(É que o puto daqui a pouco mais de um mês faz 1 ano e eu continuo a usar essa resposta...)

domingo, 26 de janeiro de 2014

O meu grau de vaidade

Acabado de sair da minha cabecinha pensadora - vulgo: córtex cerebral:

- UM HOMEM MAIS VAIDOSO DO QUE EU, DIFICILMENTE DARÁ UM BOM MARIDO.

-É ou não é de génio?
Moçoilas casadoiras, não digam que não avisei.

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

O Mundo muda...

Começamos a ver o mundo com outros olhos depois de limparmos os óculos... E tudo fica mais nítido... e é tão simples...

quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

Um poema (1º dia do mês, 1º dia do ano)

Sou um guardador de rebanhos.
O rebanho é os meus pensamentos
E os meus pensamentos são todos sensações.
Penso com os olhos e com os ouvidos
E com as mãos e os pés...
E com o nariz e a boca.

Pensar uma flor é vê-la e cheirá-la
E comer um fruto é saber-lhe o sentido.

Por isso quando num dia de calor
Me sinto triste de gozá-lo tanto,
E me deito ao comprido na erva,
E fecho os olhos quentes,
Sinto todo o meu corpo deitado na realidade,
Sei a verdade e sou feliz.

Alberto Caeiro

sábado, 21 de dezembro de 2013

Desejos para 2014 (este não é o post convencional)

POR FAVOR!
É um pedido de auxílio... a todos vocês - às resmas - que me leem:


NÃO ME DEIXEM ENTRAR EM MAIS NENHUMA LOJA DE CHINÊS PELO MENOS ATÉ 2014.
Nãaaaaooooo!!!!!!!!!!!Barrem-me a entrada, chamem a polícia... sei lá!
É mais forte do que eu... devem ter-me "encarnado" algum chip que me atrai às pechiiiiinchas.

SOCOOOOOOORRROOOO!!!!!! Eu, chinocafílica me confesso.


 

"A sentir-se feliz" - embriagada (?!) - porque hoje foi dia de fazer limpeza à agenda

Ponto 1
Ponto 2
Ponto 7
Ponto 9
Ponto 3
Ponto 4
Ponto 5
Ponto 6
Ponto 8

SOLVED!

(E o PAI NATAL já anda por aqui... e dois dias de férias fazem um bem inimaginável... e saber que se tem trabalho para onde regressar, também - mesmo que as FINANÇAS sejam uma bosta.)

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

FAIL?

"Fail, fail again: fail better"

                                                                                      Samuel Beckett

sábado, 7 de dezembro de 2013

Prenda de Natal

Pode alguém não desejar mais nada a não ser manter aquilo que tem? Pode? Então é mesmo isso.

Que seja um Dia Feliz! (e sempre que relerem esta mensagem também).

domingo, 1 de dezembro de 2013

Entrando no espírito ...

Pelo sonho é que vamos,
Comovidos e mudos.
Chegamos? Não chegamos?
Haja ou não frutos,
Pelo Sonho é que vamos....

Basta a fé no que temos.
Basta a esperança naquilo
Que talvez não teremos.
Basta que a alma demos,
Com a mesma alegria, ao que é do dia-a-dia.

Chegamos? Não chegamos?

-Partimos. Vamos. Somos.

Sebastião da Gama

sábado, 30 de novembro de 2013

BH day

Hoje estou em:


BAD
HAIR
DAY



(mas não interessa nada porque vou jantar a um dos meus restaurantes preferidos! E era mesmo só isso que queria dizer; não vos queria desinformados).


 

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Uma história para (não) adormecer


Eles não se despediram. Em passos resolutos foram-se afastando: não tinham certezas, mas parecia-lhes que aquela seria a última vez. A ausência de palavras fê-los apartar, sentindo o mesmo: era um ADEUS. Já tinham vacilado demasiado, várias vezes tinha prevalecido o “talvez” no lugar da certeza, do “sim” ou do “não” reflectidos e assumidos. Era uma relação minada há muito. A corda que os unia era uma soma de nós remediados e, destes, alguns fundamentais se tinham deslaçado. (Na vida há nós que se deslaçam por si mesmos). De quem seria a culpa? De um deus em quem não acreditavam? Das mulheres que eram obrigados a suportar todos os dias, contra vontade? Culpa deles? Tudo teorias. Presenças e ausências repetidas tinham desorganizado o jogo. Não serviria de nada, naquele momento, a vitimização nem o apontar do dedo (eles continuavam a caminhar, arrastando os pés, cabisbaixos, de braços pendentes, sem direcção, num rumo improvisado e aleatório).

“(…) Quando os nossos braços ensaiarem um gesto fora do dia-a-dia ou não seguirem a marca deixada pelas rodas dos carros (…) - o melhor sítio para saber qualquer coisa da vida.”

O absurdo: um amor secreto e a sua antítese tornaram aquela situação incomportável – inexequível continuar sem descarrilar, impossível ficar sem partir, no silêncio das palavras (e dos beijos e dos abraços) a que se tinham deixado chegar. Para eles aquele adeus constituiria a única esperança de ficar…

Eles não se despediram. Não houve sentenças - as palavras nunca são só palavras. A par daquele amor homossexual, um egoísmo calado aliado a falta de coragem. (De pseudoteorias estava o mundo cheio). Os dois homens não arriscaram: pareciam dois bonecos de plasticina andando imóveis; não acordaram a tempo.

David por princípio nunca chorava e o vazio encheu-se tanto de nada que nem deixou espaço para as boas recordações. Em fracções de segundo e, paradoxalmente, a meio da passadeira, mas como que para salvá-lo de uma perene tristeza, o líquor começou a jorrar-lhe pelo nariz e pelos ouvidos. O embate foi frontal - um camião TIR: um traumatismo crânio-encefálico. Pedro era agora um cérebro morto num coração vivo.

Tinoni, tinoni, tinoni … Um morto-vivo numa unidade de cuidados intensivos.

Uma estória, como tantas outras, de vidas com bandeiras a meia haste. Houve uma segunda oportunidade: o coração de Pedro continuou a viver noutro corpo, mas nem sempre a vida nos deixa repetir…

terça-feira, 26 de novembro de 2013

Fui desafiada outra vez!


Há segundos que mudam vidas.

O suor escorria-lhe em bica; Luísa tremia até ao seu mais pequeno átomo de carbono; nem a alma lhe era poupada. A midríase, a respiração entrecortada e a taquicardia eram pouco, quando comparadas à ebulição em que se encontravam os seus neurónios (razão) e músculo cardíaco (coração), ligados por uma rede de aço invisível. Aquela decisão exigia muito mais do que só coragem: Luísa estava prestes a quebrar princípios… Desapegada e destemida era ela, mas a questão que se punha, naquela altura, era a necessidade de uma mentira. Deliberadamente mentir, para não ser eliminada naquela que seria a última e derradeira etapa da selecção. Acrescia-se um factor, que a empurrava para a decisão: sabia que se o fizesse não seria apanhada. As repercussões daquele acto, porém, a acontecerem, poriam em causa uma missão de escala mundial, de biliões de dólares e a esperança de toda uma humanidade na conquista de outros mundos, na expansão do Mundo-Terra ao Mundo-Universo.

Luísa, 35 anos, cientista portuguesa formada na NASA, encontrava-se a um click de enviar o formulário que, na semana seguinte, a iria por (ou não) no planeta Júpiter. Quase uma dezena de anos de preparação, de exigentes treinos físicos, de simulações, de antigravidade, de castração química para evitar que menstruasse, estavam prestes a dar frutos: a viagem interplanetária! A velocidade da luz deixaria de ser só utopia. Desde há vários anos que a astronauta deitava-se e acordava a pensar naquele dia. Não tinha namorados; as hormonas que era obrigada a tomar, roubavam-lhe a libido e ela também nunca tinha bem definido a sua sexualidade. Nunca fora uma prioridade. Vivia no Laboratório; dormia em casa; ouvia jazz. Nas horas livres tinha construído um algoritmo que, no seu PC, mostrava a contagem decrescente, ao milésimo de segundo, e sinalizava todas as provas já superadas. Estava no TOP 10 dos mais de cinco mil concorrentes de todos os cantos do mundo que pretendiam destronar Armstrong na Lua.

Começava, como todos os questionários anteriores, por um “Juro por minha honra ser verdade que …”; a estas palavras, que vinham em maiúsculas e a negrito, seguiam-se uma série de itens para seleccionar “Sim” ou “Não” e que eram eliminatórios.

A última cruz tinha sido colocada. Os dedos trémulos pousados sobre o teclado, o cursor a viajar sobre o botão ENVIAR...

Há segundos que mudam vidas. Mas tudo perece.
 

domingo, 24 de novembro de 2013

sábado, 23 de novembro de 2013

FACEBOOK - quando me desafiam, sou assim!


Querido doutor (foi sempre assim que te chamei, desde o tempo dos lençóis de cetim vermelho e do gourmet que caracteriza os inícios de uma relação): estou farta.

Separados (apenas) por uma porta e pelo estatuto, - e também por causa da tua legítima - era ao chat que nos agarrávamos: apaixonámo-nos. Pagavas-me as contas do Holmes Place e dos saldos da Massimo Dutti: gostavas de mim, linda, impecável e calada. Querias as duas: a secretária vassala, e a amante atrevida; eu sabia sê-lo. Nunca me custou satisfazer-te e nunca te cobrei nada: nem tempo, nem Natais; fiz, ainda, sempre por esquecer aquelas vezes em que nem o “comprimidinho azul” te valia…

Os convites foram-me chegando – confesso-te que, poucas vezes, tive eu a iniciativa; recusei os que não me interessavam; fiz “likes”, partilhei fotografias e frases-feitas, e, nós, como habitualmente, em segredo, mantínhamos a vida paralela que nos rejuvenescia, já lá vão meia dúzia de anos. Começaste a sentir-te preterido: imaginaste-me desejada por vários dos teus pseudoamigos do facebook e obrigavas-me a eliminá-los da minha lista. Eu era tua secretária, sim, submissa - sim, senhor doutor - mas no meu facebook não iria permitir que mandasses. As conversas foram azedando: o ciúme patológico transformou-te num animal. Cheguei a bloquear-te para que não me visses online, - se não era contigo, não poderia ser com ninguém – dizias-me tu, - e mantive-me irrepreensível nas funções de secretária. Começaste a tratar-me como uma coisa, uma pastilha elástica do teu Império. Chegaram a censura e ameaças. Atingi o meu limite quando percebi que tinhas criado um perfil falso para me testares: pensavas que eu não sabia, querido doutor? Sei de cor os teus erros ortográficos e a tua incompetência na colocação de vírgulas, separando sistematicamente o sujeito do predicado.

Anexo a minha carta de demissão: todos da Administração se vão rir, vão acreditar que enlouqueci porque vou juntar um atestado de um psiquiatra inexperiente que vai diagnosticar-me uma perturbação obsessivo-compulsiva, onde afirmará que me despeço porque tu não me deixas estar conectada ao chat, a minha obsessão-compulsão… Não te aflijas, doutor, que nunca ninguém vai saber que o Pai das Chiclets tem pouco tesão (nem dos milhares que arrecadaste para a conta da Suiça). Eu sou um túmulo.

Quem sabe se “esta” não vai ser a nova doença do século?

Quem perde és tu. E não, já não gosto.

Ao dispor,

Rosa Kelly.

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Mentes brilhantes. Invenções fantásticas.

Hoje foi o dia

CALDOS KNORR. CALDOS KNORR. CALDOS KNORR.
URGO aftas. URGO aftas.
CaNESten.


Pronto. Esse alarido todo para dizer que HOJE FOI O DIA: ganhei coragem - arrisquei.

Substitui, em casa, estas coisinhas por estas coisonas!


(E... apesar de ter os pés quase a cozer, não interessa nada... mantenho-me firme. Bem-vindo, Outono!)

domingo, 20 de outubro de 2013

AEROCHAMBER

Só te digo uma coisa, BENDITA SEJAS TU.

 

Prazeres da carne

- Ficar na cama de manhã e ouvir e ver e sentir a chuva contra a janela - CHECKED!
- A casa a cheirar a bolo de chocolate (porque a dieta do fim de semana deve ser calórica!) - CHECKED!
- Os miúdos no chão a brincar e a rebolar - CHECKED!
- Nós alternando o tapete fofinho do chão com o sofá (e já há uma mantinha ao lado para uma eventual soneca de tarde) - CHECKED!
- Anatomia de Grey como "pano de fundo" - para a tardinha!

(Almoço - restos de ontem; jantar: panquecas (só falta convencer o marido - ele é que as vai fazer e ainda não sabe disso!)
 

sábado, 19 de outubro de 2013

Cansaço

Sabes que estás cansada quando há mais de um mês não pões os pés na ZARA.

(...E folheias o jornal e não lês nada para além dos títulos maiores das notícias... sabes que estás cansada quando nem sequer o Zodíaco lês! Parece que estou cansada!)

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Aaaaauuuutch!

E aos 33 anos e 95 dias descobri (ARRANQUEI) o meu primeiro cabelo branco.

DAMN!

 

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Eu merecia uma foto

No sofá, esticada (a ver se não me rebentam as varizes), de computador ao colo, a por em dia as ocorrências das últimas 12horas, a ouvir e a ver a chuva a cair; tão bom... de óculos escuros...porque a natureza quis que eu fosse vesgueta e porque deixei os outros óculos no 2º andar, e porque as forças já são poucas...

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Há dias assim.

"Vem por aqui" — dizem-me alguns com os olhos doces
Estendendo-me os braços, e seguros
De que seria bom que eu os ouvisse
Quando me dizem: "vem por aqui!"
Eu olho-os com olhos lassos,
(Há, nos olhos meus, ironias e cansaços)
E cruzo os braços,
E nunca vou por ali...
A minha glória é esta:
Criar desumanidades!
Não acompanhar ninguém.
— Que eu vivo com o mesmo sem-vontade
Com que rasguei o ventre à minha mãe
Não, não vou por aí! Só vou por onde
Me levam meus próprios passos...
Se ao que busco saber nenhum de vós responde
Por que me repetis: "vem por aqui!"?

Prefiro escorregar nos becos lamacentos,
Redemoinhar aos ventos,
Como farrapos, arrastar os pés sangrentos,
A ir por aí...
Se vim ao mundo, foi
Só para desflorar florestas virgens,
E desenhar meus próprios pés na areia inexplorada!
O mais que faço não vale nada.

Como, pois, sereis vós
Que me dareis impulsos, ferramentas e coragem
Para eu derrubar os meus obstáculos?...
Corre, nas vossas veias, sangue velho dos avós,
E vós amais o que é fácil!
Eu amo o Longe e a Miragem,
Amo os abismos, as torrentes, os desertos...

Ide! Tendes estradas,
Tendes jardins, tendes canteiros,
Tendes pátria, tendes tetos,
E tendes regras, e tratados, e filósofos, e sábios...
Eu tenho a minha Loucura !
Levanto-a, como um facho, a arder na noite escura,
E sinto espuma, e sangue, e cânticos nos lábios...
Deus e o Diabo é que guiam, mais ninguém!
Todos tiveram pai, todos tiveram mãe;
Mas eu, que nunca principio nem acabo,
Nasci do amor que há entre Deus e o Diabo.

Ah, que ninguém me dê piedosas intenções,
Ninguém me peça definições!
Ninguém me diga: "vem por aqui"!
A minha vida é um vendaval que se soltou,
É uma onda que se alevantou,
É um átomo a mais que se animou...
Não sei por onde vou,
Não sei para onde vou
Sei que não vou por aí!


José Régio - Cântico Negro

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

FE LI CIDADE

A felicidade não é ter mais; é precisar de menos.

(Pedro Chagas Freitas - com o meu acordo!)

terça-feira, 17 de setembro de 2013

EPIDURAL - Mito urbano

Impressiona-me como é que hoje em dia ainda há muitas mulheres que recusam levar epidural na altura dos partos... e o argumento é simples: "dá falta de memória"!

Não minhas queridas, a epidural não dá falta de memória. A falta de memória (concentração) resulta das mil e uma noites que se seguem sem dormir como deve ser! E é isso! Deixem de ser totós e vão ter os pequenos com o mínimo de dor possível!


TESTEMUNHOS REAIS (ou talvez não!) - AQUI: http://demaeparamae.pt/forum/epidural-15

Blá blá blá

Cá em casa: os diálogos...

EU: Blá.blá.blá.blá...

O FILHO DE 31 MESES: Porquê?

EU: Porque blábláblá e blá.

ELE: E porquê?

EU: Como a mamã já disse, porque bláblablá.

ELE: Mas porquêeee?!!

(Andamos nisso)

domingo, 1 de setembro de 2013

Oh, Lord!

OH, LORD!

Som, sff!


Acabaram-se os 5 meses.
De mangas arregaçadas - para o que der e vier!

Oh lord won't you buy me a Mercedes Benz.
My friends all drive Porsches, I must make amends.
Worked hard all my lifetime, no help from my friends.
So oh lord won't you buy me a Mercedes Benz.
Oh lord won't you buy me a color TV.
Dialing for Dollars is trying to find me.
I wait for delivery each day until 3.
So oh lord won't you buy me a color TV.
Oh lord won't you buy me a night on the town.
I'm counting on you lord, please don't let me down.
Prove that you love me and buy the next round.
Oh lord won't you buy me a night on the town.
Everybody, Oh lord won't you buy me a Mercedes Benz.
My friends all drive Porsches, I must make amends.
Worked hard all my lifetime, no help from my friends.
So oh lord won't you buy me a Mercedes Benz.



 

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Claro

Claro...
Que há dias claros;
Que há dias assim-assim;
Que há dias de cocó (que eu cá não digo "merda");
Que há começos felizes;
Que há finais infelizes;
Que há começos infelizes e finais felizes (começos infelizes e finais infelizes/ começos felizes e finais felizes);
Claro...
Claro que a contrapartida de haver o claro é haver o escuro.

Claro que sim.
Claro que não.
Claro que talvez.
Fui clara?

LIXO

Em limpezas...

A quantidade de lixo que a vida tem... (mas o inverso também é verdade!).


- Que bom que tenho os contentores da reciclagem/ e outros mesmo aqui ao lado.
Desp(ed)indo-me.

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Prazos de validade: DECO e baterias

Alguém me explica o porquê das baterias de telemóvel só terem 6 meses de cobertura de garantia? Cheira-me que se eu fizesse uma cartinha para a DECO conseguiria reaver os 25 EUR que tive que pagar por uma bateria nova... cheira-me...
Acho que ainda vai haver exposição/ reclamação no Livrinho Amarelo...


 

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Etiquetas de roupas

Fundamental o aviso que vem nas etiquetas de roupa a dizer:

KEEP AWAY FROM FIRE.

Se não fosse esse aviso, eu não sei se me lembraria de tal coisa...

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Conspiração

O Universo conspira a meu favor (NOT!): praia do costume, bar da praia do costume, atendimento do costume.
Para quebrar quase 3 semanas de dieta forçada ("perdi" o cozinheiro cá de casa) - pedi um cheesebuerger com todos os apêndices da ementa e uma Kima (tenho andado a água e a chá gelado sem açúcar, claro, nos últimos tempos).
Tic tac tic tac - nada de estranho, porque ali já se sabe que é para esperar - La Palisse - e eu também não tinha pressa, a companhia era agradável, a meteorologia colaborava. Exactamente 1 hora depois de eu ter feito o meu pedido, chega-se uma (outra) empregada:
- "Já pediu?"
- Já! Há uma hora...
- Eu acho que o pedido não ficou registado...
- Quê? Estou a salivar!
- Vou confirmar...

E sim, o meu pedido não tinha ficado registado. Os banhistas já estavam a modos de ir para casa e vai daí que me fiz de rebelde e de forte e disse:
- Então deixe estar. Já não me apetece.

E bazámos para casa. E comi os restos da sopa do almoço. E estou num desconsolo. E já bebi quase 1L de água e não ajuda. E quase que cheiro o cheesebuerger daqui do meu sofá...
Snif.

Mas sei que não me devo queixar: é o Universo a conspirar a meu favor, para que a minha dieta dê certo!
Obrigada, obrigada!

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Prazeres

 
Hoje fui ao híper...
O que eu gostava, há uns vinte e tal anos, desta época: de preparar o regresso às aulas... do cheirinho das folhas dos cadernos por preencher, dos estojos novos, canetas, lápis, dos livros da Plano A, de forrar os livros com plástico (com bonecos coloridos) para não se estragarem, da mochila...
Uuuuiii, o que eu gostava... E todos os dias ia ver e rever o material, folhear os livros, imaginar o horário preenchido, a turma nova, os professores, aventurar-me a começar a resolver exercícios...
Tão bom...
Hoje a ida ao híper foi diferente.