Não tem mais que dizer. É só isso mesmo. Sem rodeios, sem palavras caras, sem acordo ortográfico, sem peneiras, sem expectativas surreais. Sou só eu, mais uma de mim, para o mundo. Um mundo que podes ser tu ou ninguém. Amigos na mesma.
domingo, 9 de março de 2014
A propósito de sonhos
Todas as noites, quando vou deitar o meu filho mais velho - 3 anos - desejo-lhe "sonhos felizes". Ele responde-me "para ti também, mamã", mas o outro dia surpreendeu-me acrescentando:
- "Com o que é que queres sonhar, mamã?"
Ao que lhe respondi que sonharia com um dia bonito, de sol, com um passeio num jardim de flores coloridas...
Ele:
- "Eu quero sonhar contigo, mamã!"
...
E completou:
- "Faz de conta que tu és a Estefânia!"
(A Estefânia é a personagem feminina de cabelo cor-de-rosa, de uma série de desenhos animados - A Vila Moleza. Eu pergunto: aos 3 anos, não é cedo demais para desejar ter sonhos dessa índole?!)
- "Com o que é que queres sonhar, mamã?"
Ao que lhe respondi que sonharia com um dia bonito, de sol, com um passeio num jardim de flores coloridas...
Ele:
- "Eu quero sonhar contigo, mamã!"
...
E completou:
- "Faz de conta que tu és a Estefânia!"
(A Estefânia é a personagem feminina de cabelo cor-de-rosa, de uma série de desenhos animados - A Vila Moleza. Eu pergunto: aos 3 anos, não é cedo demais para desejar ter sonhos dessa índole?!)
Prazeres (da carne e da mente)
Ora aqui está mais um post que não interessa nada, nada, nada a ninguém, mas que por ter a Sara Sampaio meio-despida, vai atrair uns quantos visitantes. Vai uma apostinha?
Então era só para vos dizer que a partir de hoje, de oficioso a oficial, a minha ESTAÇÃO DE RÁDIO PREFERIDA É A R 80, em 90.2 Mhz
sábado, 8 de março de 2014
O dia em que o meu filho mais novo ia engolindo uma bola de ping-pong
FOI HOJE.
PÂNICO.
Inspira.
Expira.
Repete.
Bis.
Ok, já passou!
PÂNICO.
Inspira.
Expira.
Repete.
Bis.
Ok, já passou!
Em dia de chuva e vento
... Em que não se tem de ir à rua, em que os putos se entretêm pelo chão (e no tablet), em que o maridão cozinha (não, não é por ser Dia Internacional da Mulher, é só mesmo porque eu não cozinho bem e ele é comilão), em que a tua loja preferida de roupa online te vem trazer a casa uma saia para lá de gira... tu agradeces a Deus e aos inventores da internet, que te possibilitam entretenimento eterno - sentada (semi-deitada) no sofá, de portátil ao colo (ainda bem que não tenho testículos para aquecer) - e vais descobrindo umas pérolas avulso...
(E acabaste de lanchar bolo de chocolate com cebola curtida. Huuummm... que mais se pode desejar?)
(E acabaste de lanchar bolo de chocolate com cebola curtida. Huuummm... que mais se pode desejar?)
Descobertas: Era uma vez...
Carta (Esboço)
Lembro-me agora que
tenho de marcar um
encontro contigo, num sítio em que ambos
nos possamos falar, de facto, sem que nenhuma
das ocorrências da vida venha
interferir no que temos para nos dizer. Muitas
vezes me lembrei de que esse sítio podia
ser, até, um lugar sem nada de especial,
como um canto de café, em frente de um espelho
que poderia servir de pretexto
para reflectir a alma, a impressão da tarde,
o último estertor do dia antes de nos despedirmos,
quando é preciso encontrar uma fórmula que
disfarce o que, afinal, não conseguimos dizer. É
que o amor nem sempre é uma palavra de uso,
aquela que permite a passagem à comunicação ;
mais exacta de dois seres, a não ser que nos fale,
de súbito, o sentido da despedida, e que cada um de nós
leve, consigo, o outro, deixando atrás de si o próprio
ser, como se uma troca de almas fosse possível
neste mundo. Então, é natural que voltes atrás e
me peças: «Vem comigo!», e devo dizer-te que muitas
vezes pensei em fazer isso mesmo, mas era tarde,
isto é, a porta tinha-se fechado até outro
dia, que é aquele que acaba por nunca chegar, e então
as palavras caem no vazio, como se nunca tivessem
sido pensadas. No entanto, ao escrever-te para marcar
um encontro contigo, sei que é irremediável o que temos
para dizer um ao outro: a confissão mais exacta, que
é também a mais absurda, de um sentimento; e, por
trás disso, a certeza de que o mundo há-de ser outro no dia
seguinte, como se o amor, de facto, pudesse mudar as cores
do céu, do mar, da terra, e do próprio dia em que nos vamos
encontrar, que há-de ser um dia azul, de verão, em que
o vento poderá soprar do norte, como se fosse daí
que viessem, nesta altura, as coisas mais precisas,
que são as nossas: o verde das folhas e o amarelo
das pétalas, o vermelho do sol e o branco dos muros.
Nuno Júdice, in “Poesia Reunida”
encontro contigo, num sítio em que ambos
nos possamos falar, de facto, sem que nenhuma
das ocorrências da vida venha
interferir no que temos para nos dizer. Muitas
vezes me lembrei de que esse sítio podia
ser, até, um lugar sem nada de especial,
como um canto de café, em frente de um espelho
que poderia servir de pretexto
para reflectir a alma, a impressão da tarde,
o último estertor do dia antes de nos despedirmos,
quando é preciso encontrar uma fórmula que
disfarce o que, afinal, não conseguimos dizer. É
que o amor nem sempre é uma palavra de uso,
aquela que permite a passagem à comunicação ;
mais exacta de dois seres, a não ser que nos fale,
de súbito, o sentido da despedida, e que cada um de nós
leve, consigo, o outro, deixando atrás de si o próprio
ser, como se uma troca de almas fosse possível
neste mundo. Então, é natural que voltes atrás e
me peças: «Vem comigo!», e devo dizer-te que muitas
vezes pensei em fazer isso mesmo, mas era tarde,
isto é, a porta tinha-se fechado até outro
dia, que é aquele que acaba por nunca chegar, e então
as palavras caem no vazio, como se nunca tivessem
sido pensadas. No entanto, ao escrever-te para marcar
um encontro contigo, sei que é irremediável o que temos
para dizer um ao outro: a confissão mais exacta, que
é também a mais absurda, de um sentimento; e, por
trás disso, a certeza de que o mundo há-de ser outro no dia
seguinte, como se o amor, de facto, pudesse mudar as cores
do céu, do mar, da terra, e do próprio dia em que nos vamos
encontrar, que há-de ser um dia azul, de verão, em que
o vento poderá soprar do norte, como se fosse daí
que viessem, nesta altura, as coisas mais precisas,
que são as nossas: o verde das folhas e o amarelo
das pétalas, o vermelho do sol e o branco dos muros.
Nuno Júdice, in “Poesia Reunida”
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Espelho meu, espelho meu (cozinha minha, cozinha minha...)
... Haverá algum armário de tupperwares mais desarrumado do que o meu?!
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... Haverá algum armário de tupperwares mais desarrumado do que o meu?!
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(Dedicado ao meu querido namoradinho que, não tarda, entra no mundo do trabalho)