... Haverá algum armário de tupperwares mais desarrumado do que o meu?!
Não tem mais que dizer. É só isso mesmo. Sem rodeios, sem palavras caras, sem acordo ortográfico, sem peneiras, sem expectativas surreais. Sou só eu, mais uma de mim, para o mundo. Um mundo que podes ser tu ou ninguém. Amigos na mesma.
segunda-feira, 7 de março de 2016
quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016
Na falta de inspiração minha, presentes de outros
"Em caso de dor ponha gelo
Mude o corte de cabelo
Mude como modelo
Vá ao cinema dê um sorriso
Ainda que amarelo, esqueça seu cotovelo...
Se amargo foi já ter sido
Troque já esse vestido
Troque o padrão do tecido
Saia do sério deixe os critérios
Siga todos os sentidos
Faça fazer sentido
A cada mil lágrimas sai um milagre
Mude o corte de cabelo
Mude como modelo
Vá ao cinema dê um sorriso
Ainda que amarelo, esqueça seu cotovelo...
Se amargo foi já ter sido
Troque já esse vestido
Troque o padrão do tecido
Saia do sério deixe os critérios
Siga todos os sentidos
Faça fazer sentido
A cada mil lágrimas sai um milagre
Caso de tristeza vire a mesa
Coma só a sobremesa coma somente a cereja
Jogue para cima faça cena
Cante as rimas de um poema
Sofra penas viva apenas
Sendo só fissura ou loucura
Quem sabe casando cura
Ninguém sabe o que procura
Faça uma novena reze um terço
Caia fora do contexto invente seu endereço
A cada mil lágrimas sai um milagre
Mas se apesar de banal
Chorar for inevitável
Sinta o gosto do sal do sal do sal
Sinta o gosto do sal
Gota a gota, uma a uma
Duas três dez cem mil lágrimas sinta o milagre
A cada mil lágrimas sai um milagre."
Alice Ruiz
Coma só a sobremesa coma somente a cereja
Jogue para cima faça cena
Cante as rimas de um poema
Sofra penas viva apenas
Sendo só fissura ou loucura
Quem sabe casando cura
Ninguém sabe o que procura
Faça uma novena reze um terço
Caia fora do contexto invente seu endereço
A cada mil lágrimas sai um milagre
Mas se apesar de banal
Chorar for inevitável
Sinta o gosto do sal do sal do sal
Sinta o gosto do sal
Gota a gota, uma a uma
Duas três dez cem mil lágrimas sinta o milagre
A cada mil lágrimas sai um milagre."
Alice Ruiz
terça-feira, 19 de janeiro de 2016
Poema Físico
Pode ser que um dia deixemos de nos falar...
Mas, enquanto houver amizade,
Faremos as pazes de novo.
Pode ser que um dia o tempo passe... ...
Mas, se a amizade permanecer,
Um de outro se há-de lembrar.
Pode ser que um dia nos afastemos...
Mas, se formos amigos de verdade,
A amizade nos reaproximará.
Pode ser que um dia não mais existamos...
Mas, se ainda sobrar amizade,
Nasceremos de novo, um para o outro.
Pode ser que um dia tudo acabe...
Mas, com a amizade construiremos tudo novamente,
Cada vez de forma diferente.
Sendo único e inesquecível cada momento
Que juntos viveremos e nos lembraremos para sempre.
Há duas formas para viver a sua vida:
Uma é acreditar que não existe milagre.
A outra é acreditar que todas as coisas são um milagre.
Albert Einstein.
Mas, se formos amigos de verdade,
A amizade nos reaproximará.
Pode ser que um dia não mais existamos...
Mas, se ainda sobrar amizade,
Nasceremos de novo, um para o outro.
Pode ser que um dia tudo acabe...
Mas, com a amizade construiremos tudo novamente,
Cada vez de forma diferente.
Sendo único e inesquecível cada momento
Que juntos viveremos e nos lembraremos para sempre.
Há duas formas para viver a sua vida:
Uma é acreditar que não existe milagre.
A outra é acreditar que todas as coisas são um milagre.
Albert Einstein.
domingo, 3 de janeiro de 2016
sexta-feira, 1 de janeiro de 2016
Sopas e dotes culinários
Os meus dotes culinários tendem para o médio-medíocre-baixo (e bendita seja a bimby entre as mulheres), mas eu arranjei uma estratégia para alimentar o ego que, até agora, não tem falhado.
Preparo as sopas para os miúdos e pergunto:
- Meninos, a sopa está quente ou está boa?
- Boa! - exclamam eles, invariavelmente, pois está claro que me certifico que a deixo em óptima temperatura para ser comida.
Como diria uma blogger de sucesso que eu conheço, TRURILÚ!!!
Preparo as sopas para os miúdos e pergunto:
- Meninos, a sopa está quente ou está boa?
- Boa! - exclamam eles, invariavelmente, pois está claro que me certifico que a deixo em óptima temperatura para ser comida.
Como diria uma blogger de sucesso que eu conheço, TRURILÚ!!!
quinta-feira, 31 de dezembro de 2015
2016 and so on
"O futuro está cheio de momentos impossíveis à espera de acontecerem".
(José Luís Peixoto, Galveias)
São os meus votos de
BOM NOVO ANO - a quem merecer!
(José Luís Peixoto, Galveias)
São os meus votos de
BOM NOVO ANO - a quem merecer!
quarta-feira, 30 de dezembro de 2015
Solução anti-ressono de maridos
Minhas queridas, imbuída que estou ainda em espírito natalício, e, sabendo que muitas de vocês sofrem deste flagelo doméstico, que é o ressono dos maridos, venho salvar-vos!
Descobri a sua cura. É preciso que os dois colaborem: o ressonador profissional e vocês.
Aqui desvendo o segredo:
Comprem uma garrafa de um bom licor - eu arranjei o licor de chocolate com menta - e peçam-lhe que vos sirva, ao serão, antes de irem dormir, uma dose generosa do dito cujo. É opcional o vosso homem beber. Bebam vocês e, se vos apetecer e não forem trabalhar no dia a seguir, repitam a mezinha.
Vão para a cama, façam o que tiverem de fazer (deem um beijinho de boa noite) e deixem o João Pestana chegar. Comigo resultou a 100% (ok, apenas experimentei uma vez). Foi uma noite Santa. Tiro e queda. Milagre anti-ressono absoluto. Apenas acordei com o despertador na manhã seguinte.
Para tornar esta minha descoberta válida, preciso de uma amostra maior de voluntárias. Tenho colaboradoras?
Obrigadinha e boa sorte!
Descobri a sua cura. É preciso que os dois colaborem: o ressonador profissional e vocês.
Aqui desvendo o segredo:
Comprem uma garrafa de um bom licor - eu arranjei o licor de chocolate com menta - e peçam-lhe que vos sirva, ao serão, antes de irem dormir, uma dose generosa do dito cujo. É opcional o vosso homem beber. Bebam vocês e, se vos apetecer e não forem trabalhar no dia a seguir, repitam a mezinha.
Vão para a cama, façam o que tiverem de fazer (deem um beijinho de boa noite) e deixem o João Pestana chegar. Comigo resultou a 100% (ok, apenas experimentei uma vez). Foi uma noite Santa. Tiro e queda. Milagre anti-ressono absoluto. Apenas acordei com o despertador na manhã seguinte.
Para tornar esta minha descoberta válida, preciso de uma amostra maior de voluntárias. Tenho colaboradoras?
Obrigadinha e boa sorte!
sexta-feira, 25 de dezembro de 2015
Livrinhos de Dezembro
O Menino Jesus achou que eu estou a precisar de ler. E achou muito bem, porque eu também já venho a achar isso há algum tempo. E ELE, para eu não ter desculpas, fez-me o favor de deixar no sapatinho estes dois exemplares: "PURA COINCIDÊNCIA" e "A BRUXA DE PORTOBELLO". Mitimitimitimó - hoje estou a trabalhar, mas amanhã será dia de novas aventuras. Obrigada aos "ajudantes" do Pai Natal que fizeram o favor de se inspirarem para mim!
terça-feira, 22 de dezembro de 2015
DILEMA
Há dias em que sou "atacada" por um dilema difícil de resolver... hoje é um desses dias: doces ou salgados? Vou ao armário dos After eight ou ao das batatas fritas de pacote?
Porque é quase (ou porque deverá ser todos os dias)
"DIA DE NATAL"
Hoje é dia de ser bom.
É dia de passar a mão pelo rosto das crianças,
de falar e de ouvir com mavioso tom, ...
de abraçar toda a gente e de oferecer lembranças.
É dia de pensar nos outros – coitadinhos – nos que padecem,
de lhes darmos coragem para poderem continuar a aceitar a sua miséria,
de perdoar aos nossos inimigos, mesmo aos que não merecem,
de meditar sobre a nossa existência, tão efémera e tão séria.
Comove tanta fraternidade universal.
É só abrir o rádio e logo um coro de anjos,
como se de anjos fosse,
numa toada doce,
de violas e banjos,
entoa gravemente um hino ao Criador.
E mal se extinguem os clamores plangentes,
a voz do locutor
anuncia o melhor dos detergentes.
De novo a melopeia inunda a Terra e o Céu
e as vozes crescem num fervor patético.
(Vossa excelência verificou a hora exacta em que o Menino Jesus nasceu?)
Não seja estúpido! Compre imediatamente um relógio de pulso antimagnético.)
Torna-se difícil caminhar nas preciosas ruas.
Toda a gente acotovela, se multiplica em gestos esfuziante,
Todos participam nas alegrias dos outros como se fossem suas
e fazem adeuses enluvados aos bons amigos que passam mais distante.
Nas lojas, na luxúria das montras e dos escaparates,
com subtis requintes de bom gosto e de engenhosa dinâmica,
cintilam, sob o intenso fluxo de milhares de quilovates,
as belas coisas inúteis de plástico, de metal, de vidro e de cerâmica.
Os olhos acorrem, num alvoroço liquefeito,
ao chamamento voluptuoso dos brilhos e das cores.
E como se tudo aquilo nos dissesse directamente respeito,
como se o Céu olhasse para nós e nos cobrisse de bênçãos e favores.
A oratória de Bach embruxa a atmosfera do arruamento.
Adivinha-se uma roupagem diáfana a desembrulhar-se no ar.
E a gente, mesmo sem querer, entra no estabelecimento
e compra – louvado seja o Senhor! – o que nunca tinha pensado comprar.
Mas a maior felicidade é a da gente pequena.
Naquela véspera santa
a sua comoção é tanta, tanta, tanta,
que nem dorme serena.
Cada menino abre um olhinho
na noite incerta
para ver se a aurora já está desperta.
De manhãzinha
salta da cama,
corre à cozinha em pijama.
Ah!!!!!!!
Na branda macieza
da matutina luz
aguarda-o a surpresa
do Menino Jesus.
Jesus,
o doce Jesus,
o mesmo que nasceu na manjedoura,
veio pôr no sapatinho
do Pedrinho
uma metralhadora.
Que alegria
reinou naquela casa em todo o santo dia!
O Pedrinho, estrategicamente escondido atrás das portas,
fuzilava tudo com devastadoras rajadas
e obrigava as criadas
a caírem no chão como se fossem mortas:
tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá.
Já está!
E fazia-as erguer para de novo matá-las.
E até mesmo a mamã e o sisudo papá
fingiam
que caíam
crivados de balas.
Dia de Confraternização Universal,
dia de Amor, de Paz, de Felicidade,
de Sonhos e Venturas.
É dia de Natal.
Paz na Terra aos Homens de Boa Vontade.
Glória a Deus nas Alturas.
ANTÓNIO GEDEÃO em "Máquina de Fogo" -
É só abrir o rádio e logo um coro de anjos,
como se de anjos fosse,
numa toada doce,
de violas e banjos,
entoa gravemente um hino ao Criador.
E mal se extinguem os clamores plangentes,
a voz do locutor
anuncia o melhor dos detergentes.
De novo a melopeia inunda a Terra e o Céu
e as vozes crescem num fervor patético.
(Vossa excelência verificou a hora exacta em que o Menino Jesus nasceu?)
Não seja estúpido! Compre imediatamente um relógio de pulso antimagnético.)
Torna-se difícil caminhar nas preciosas ruas.
Toda a gente acotovela, se multiplica em gestos esfuziante,
Todos participam nas alegrias dos outros como se fossem suas
e fazem adeuses enluvados aos bons amigos que passam mais distante.
Nas lojas, na luxúria das montras e dos escaparates,
com subtis requintes de bom gosto e de engenhosa dinâmica,
cintilam, sob o intenso fluxo de milhares de quilovates,
as belas coisas inúteis de plástico, de metal, de vidro e de cerâmica.
Os olhos acorrem, num alvoroço liquefeito,
ao chamamento voluptuoso dos brilhos e das cores.
E como se tudo aquilo nos dissesse directamente respeito,
como se o Céu olhasse para nós e nos cobrisse de bênçãos e favores.
A oratória de Bach embruxa a atmosfera do arruamento.
Adivinha-se uma roupagem diáfana a desembrulhar-se no ar.
E a gente, mesmo sem querer, entra no estabelecimento
e compra – louvado seja o Senhor! – o que nunca tinha pensado comprar.
Mas a maior felicidade é a da gente pequena.
Naquela véspera santa
a sua comoção é tanta, tanta, tanta,
que nem dorme serena.
Cada menino abre um olhinho
na noite incerta
para ver se a aurora já está desperta.
De manhãzinha
salta da cama,
corre à cozinha em pijama.
Ah!!!!!!!
Na branda macieza
da matutina luz
aguarda-o a surpresa
do Menino Jesus.
Jesus,
o doce Jesus,
o mesmo que nasceu na manjedoura,
veio pôr no sapatinho
do Pedrinho
uma metralhadora.
Que alegria
reinou naquela casa em todo o santo dia!
O Pedrinho, estrategicamente escondido atrás das portas,
fuzilava tudo com devastadoras rajadas
e obrigava as criadas
a caírem no chão como se fossem mortas:
tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá.
Já está!
E fazia-as erguer para de novo matá-las.
E até mesmo a mamã e o sisudo papá
fingiam
que caíam
crivados de balas.
Dia de Confraternização Universal,
dia de Amor, de Paz, de Felicidade,
de Sonhos e Venturas.
É dia de Natal.
Paz na Terra aos Homens de Boa Vontade.
Glória a Deus nas Alturas.
ANTÓNIO GEDEÃO em "Máquina de Fogo" -
sábado, 21 de fevereiro de 2015
O Amor é...
"Conto até cem e, se não chegares antes dos cem, vou-me embora. Não chegaste antes dos cem. Conto de cem a um e, se não chegares antes do um, vou-me embora. Não chegaste antes do um. Conto dez automóveis pretos e, se não chegares antes dos dez automóveis pretos, vou-me embora. Não chegaste antes dos dez automóveis pretos. Nem antes dos quinze táxis vazios. Nem antes dos sete homens carecas. Nem antes das nove mulheres loiras. Nem antes das quatro ambulâncias. Nem sequer antes dos três corcundas e, entretanto, começou a chover."
António Lobo Antunes
António Lobo Antunes
quinta-feira, 1 de janeiro de 2015
Verdades de ano novo
"Com tanta oferta de pessoas incríveis, está cada vez mais difícil ser um tipo normal. E os tipos normais fazem falta."
Daqui: http://afarmaciadeservico.clix.pt/2013/12/homens-melhores.html?m=1
Daqui: http://afarmaciadeservico.clix.pt/2013/12/homens-melhores.html?m=1
segunda-feira, 22 de dezembro de 2014
Felicidade
A felicidade não pertence aos que vivem melhor. A felicidade pertence aos que esquecem melhor (lembra-te sempre disso).
Pedro Chagas Freitas, in "Prometo Falhar".
quinta-feira, 18 de dezembro de 2014
quarta-feira, 10 de dezembro de 2014
Poema de Dezembro (um)
Cala-te, a luz arde entre os lábios,
e o amor não contempla, sempre
o amor procura, tacteia no escuro,
essa perna é tua?, esse braço?,
subo por ti de ramo em ramo,...
respiro rente à tua boca,
abre-se a alma à língua, morreria
agora se mo pedisses, dorme,
nunca o amor foi fácil, nunca,
também a terra morre.
Eugénio de Andrade
e o amor não contempla, sempre
o amor procura, tacteia no escuro,
essa perna é tua?, esse braço?,
subo por ti de ramo em ramo,...
respiro rente à tua boca,
abre-se a alma à língua, morreria
agora se mo pedisses, dorme,
nunca o amor foi fácil, nunca,
também a terra morre.
Eugénio de Andrade
terça-feira, 2 de dezembro de 2014
domingo, 16 de novembro de 2014
PECADOS
"Sou tão guloso como o mais guloso dos portugueses: tanto mais que, se calhar, somos a mesma pessoa."
(Miguel Esteves Cardoso)
sábado, 25 de outubro de 2014
domingo, 7 de setembro de 2014
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Espelho meu, espelho meu (cozinha minha, cozinha minha...)
... Haverá algum armário de tupperwares mais desarrumado do que o meu?!
-
... Haverá algum armário de tupperwares mais desarrumado do que o meu?!
-
(Dedicado ao meu querido namoradinho que, não tarda, entra no mundo do trabalho)
