terça-feira, 30 de julho de 2013

Licença de Maternidade

Afinal não é eterna... a menos de um mês para chegar ao fim (como é que é possível? Como é que já se passaram quase 5 meses?!).
Caiu-me a ficha hoje, após ter recebido um email do trabalho já com a escala de Serviço para o mês de Setembro...

HELLLLLLLLPPPPPPPPP MEEEEEEE!!!!!!
AAAAHHHHHHHHHH! (= grito de pânico).

ESCRITA CRIATIVA - Decisões difíceis...

(A versão da Carlinha. Tentou fugir ao seu estilo sério: conseguiu esta estória alternativa...)


Escreva sobre uma das mais difíceis decisões que teve de tomar na sua vida.

“… que ninguém poderá esquecer
ter que matar ou morrer…” (Aquele Inverno, Delfins)

 

Marta não se conteve: abriu sozinha o envelope; 1:32 - estava lá escarrapachada a probabilidade – ela sabia que se aquela fosse inferior a 1:260, decisões difíceis teriam de ser tomadas. E foram.

Telefonou ao João a dizer-lhe que já tinham ligado da Clínica, que teriam consulta  dalí a três dias; antes era imperativo falarem, porque ela ainda não tinha decidido o que fazer.  Os seis dias de espera do resultado do rastreio bioquímico ao sangue, que confirmaria uma elevada probabilidade do seu filho (Marta não gostava de chamá-lo de embrião)  ter uma síndroma que o tornaria uma criança totalmente dependente até ao fim dos seus dias, foram passados a “mudo” no que se refere a este assunto (e a quase todos os outros) e não houve momentos de intimidade entre o casal, porque a mulher não queria acreditar que aqueles míseros quatro milímetros de aumento da espessura da prega da nuca, medidos na ecografia, significariam alguma coisa; não numa vida concebida com puro amor e desejada com todas as suas forças. (Não acreditava, mas sabia que era possível e tinha medo - tremia).

A escolha de fazer ou não a amniocentese era o preâmbulo da decisão que teriam de enfrentar a seguir: abortar ou não. Marta sempre fora anti-aborto. Em teoria, independentemente do resultado do estudo genético, o aborto não seria realizado – era o que defendia até àquele momento, em que a vida a ponha à prova. João era pragmático: “faz-se já” e saltava-lhe um prepotente autoritarismo, que conseguia assustar Marta, a que esta não estava habituada (por isso, a magoava de forma singular). Sim, ele era o pai, mas ela era a Mãe e a Mãe é sempre mais-que-tudo: a vida estava nela - matar o filho?! Que espécie de homem escolhera para amar? E teria João o direito a outra opinião que não a dela?.

A amniocentese foi feita. Foram nove dias de ansiedade angustiada para os dois (para os três?). Ficaram nódoas na alma, fendas no casamento e olhares com tom de voz agressivo ou calados que, pelo menos a rapariga, sabia que não conseguiria esquecer.

A resposta chegou indirectamente por telefone, pela entoação que a obstetra conseguiu dar ao seu discurso: “apareçam cá hoje ao final da tarde”.

(…)

Vicente nasceu; João saiu de casa.

Viver dói. O Vicente sou eu.

sexta-feira, 26 de julho de 2013

7º desafio


Qual será a cor da revolta? Escreva sobre ela.

                (Não tenho dinheiro. Estou desempregada.)

Revelo tudo desta experiência a troco de três reivindicações. Submeti os sentimentos ao espectrofotómetro e descobri a sua cor. Fiz uma lista, um TOP 5 que um “Era uma vez um Portugal” sentiria, se pudesse sentir: comecei pela REVOLTA. Pensei em situações de vida e de não vida, nas pessoas e nos outros: chorei um Portugal que um dia foi um País, e na revolta comedida e remediada da maioria dos portugueses, nos quais me incluo.

(Preciso de dinheiro; sou capaz de o roubar – vender o corpo, é que não!).

                Desprovida de emoção, examinei-a: a minha retina transformou-se num Prisma de Goethe e vi, por espectrofotometria, a cor da revolta – três segundos de pura revolta colorida. Tantas horas se passaram… a pão e água, a água (só)… Por fim, a descoberta do século: será uma revelação surpreendente, com transmissão em direto para o mundo - esqueçam as outras duas exigências, basta-me dinheiro. A veracidade do resultado é inquestionável e um milhão de euros por uma descoberta deste calibre é uma pechincha – ofereço a patente.

AZUL. Não, esperem! Queria antes dizer: verde (Sporting); minto – vermelho (Benfica!). Azul? Estarei só eu confusa ou apenas a tentar endrominar-vos? Enquanto eu não revelar a minha descoberta, persistirá a completa desgovernação, toda uma Bandeira enxovalhada à espera de salvamento. Abro a janela para desanuviar o ar e pressinto uma hipoglicemia: tonturas e suor (e outra lágrima). Se for preciso mentir, eu minto (nunca acreditem nos mentirosos), mas por um milhão de euros eu conto tudo e nunca mais ouvirão falar de mim. Palavra de honra que não. Apanho um avião – desses que ainda voam – e ponho-me a milhas daqui. Vender o corpo é que não.

(Amanhã é dia de pagar a prestação da casa. Não me lixem).

Para não deixar pistas, rapidamente desmonto o arsenal de aparelhos e queimo os rascunhos dos cálculos que fiz para as experiências-teste. Sorrio-me: neste momento sei de coisas que mais ninguém sabe. Imagino champanhe nos tubos de ensaio e brindo a mim. Dispo a bata, fecho a porta do laboratório clandestino – um quarto na minha casa - (duas voltas e o trinco de segurança) e assobio de mim para mim o Trem das cores de Caetano Veloso, tentando controlar a taquicardia, normal, quando se acabou de fazer uma descoberta que nos fará – e à humanidade - mudar de vida.

(Tenho fome.)


Adeus Portugal.

(GOSTARAM?! Vão lá agora ler o da CARLINHA)

RUCA

Enquanto teclo, estou a ver RUCAS com o meu mais velho. Neste episódio, está o Ruca com os amigos a brincar com plasticina... O meu filho S. (29 meses) saiu-se agora com esta:

ELE - "Mamã, eu quero ir para a casa do Ruca"...
EU: - "Está a chover filho e a mamã não sabe onde é que ele mora".
ELE: - "Vamos de carro. Pergunta ao papá!"


 

Leitura não aconselhada a pessoas sensíveis

KIDS - Dilema

O meu BUDINHA dorme. Está num soninho tranquilo à minha frente, vai fazendo uns sorrisos para o ar e respira num compasso lento. Eu estou esticada no sofá, teclo e vejo um Querido Mudei a Casa (essa nova funcionalidade da MEO, das gravações automáticas, é deveras espectacular!) e tenho sono mas, ao mesmo tempo, preguiça em levantar-me e preparar para a cama. O dia foi cansativo e de correria.

O dilema: eu sei que ele fez cocó - acordo-o ou não para mudar a fralda? Finjo que não reparei - ah e tal... e continuo aqui tipo lontra, como quem não quer a coisa e depois logo se vê? (Problema desta segunda hipótese: se acontecer desgraça a sério - sou eu que limpo...mas... está-se tão bem agora...)

Ai, ai...

quarta-feira, 24 de julho de 2013

Fanta maracujá

E perguntem-me vocês: uma latinha dessas de 330 ml, quantos gramas tem de açúcar?

Suspense...
Suspense outra vez...


40. 40, meu Deus = 7 pacotinhos de açúcar!

VÁ DE RETRO.


terça-feira, 23 de julho de 2013

Aulinha de genética - Grupo AB0

A propósito desta publicação...


GRUPOS sanguíneos ABO (zero)

- Aviso desde já que há vários grupos sanguíneos… este é o mais básico, que poderá ser entendido como “cultura geral” e que, na novela Dancing Days, foi erradamente usado!

O médico da Júlia concluiu que as raparigas eram meias-irmãs partindo do pressuposto que uma delas era do grupo AB e a outra B! Está mal. Podem perfeitamente ser irmãs. Dava direito a processo no tribunal…

Vejamos:

Nós herdamos de cada um dos progenitores uma letra (alelo): A,B ou 0 (Zero).

- O “O” é o + fraquinho” (recessivo) – ou seja, para se ser do tipo “O”, temos que herdar dos pais dois “O” – OO (e somos os dadores universais – podemos dar sangue a toda agente – é o grupo dos altruístas, mas só recebemos dos “Zero”, como nós);

- As letras dominam de igual forma, logo, se eu herdar de um dos progenitores o alelo “A” e de outro o “B” – o meu grupo sanguíneo é “AB” (podemos receber sangue de “todos” – somos os egoístas! – só podemos dar aos AB, como nós).

- Para eu ser “A” e “B” – posso ter dos genótipos: “AO” ou “AA” (para os B a mesma coisa).

Perante esta explicação, se os pais das miúdas forem, por exemplo, os dois AB, dá perfeitamente para elas terem aqueles grupos diferentes; se um dos pais for AB e o outro for A ou B também dá (porque lembrem-se que para ser A posso ser ou AA ou A0…)

Muito confuso?
(Esforcei-me para não usar palavreado médico...)

Espelho meu, espelho meu (cozinha minha, cozinha minha...)

... Haverá algum armário de tupperwares mais desarrumado do que o meu?!